Foto: C. de Vereadores-Parlamentar interrompe sessão, apresenta dinheiro que teria recebido como suborno e aciona investigação por possível corrupção

Vereador exibe dinheiro de suposto suborno e denuncia: ‘Não me compra’

A eleição da Mesa Diretora da Câmara de Mercês, na Zona da Mata mineira, foi marcada nessa terça-feira (2/12) por uma denúncia pública de suborno. Durante a sessão, o vereador Marcelio Estevam Teixeira (Mobiliza), conhecido como Marcelio Moto Som, afirmou ter recebido R$ 100 mil para vender seu voto na disputa.

Diante dos colegas e do público presente, ele exibiu no plenário R$ 50 mil em espécie e um cheque de outros R$ 50 mil, que, segundo disse, teriam sido entregues pelo empresário Calixto Domingos Neto, dono de um posto de combustíveis e irmão do prefeito eleito Donizete Calixto, impedido de assumir o cargo por pendência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo o vereador, o assédio para que apoiasse o candidato José Ivanio de Oliveira (PSD) vinha sendo praticado há cerca de dois meses. Ele declarou possuir áudios e vídeos que comprovariam a entrega do dinheiro. “E agora chegou o momento que muitos duvidaram que chegaria”, afirmou ao retirar as notas de uma pasta.
“Dinheiro não me compra. O povo que me escolheu, escolheu para representá-lo. Dinheiro não me compra”, completou, sendo ovacionado pelo público que acompanhava a sessão.

A presidente da Câmara, Rosimeire das Merces Costa (Avante), acionou a Polícia Militar, que recolheu o montante apresentado pelo parlamentar. A Polícia Civil instaurou inquérito, e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) determinou investigação por possível corrupção. O empresário citado não se manifestou.

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Apesar da denúncia, a votação da Mesa Diretora foi mantida. José Elizio Ribeiro Coelho (PSD) foi eleito presidente, e o próprio Marcelio, escolhido vice-presidente. A posse está marcada para 1º de janeiro de 2026. Caso o prefeito eleito continue impedido, José Elizio assumirá interinamente a prefeitura, enquanto Marcelio ficará à frente da Câmara.

Ao justificar sua decisão de tornar o caso público, o vereador classificou o episódio como “um limite ultrapassado” e disse que o caso precisava ser exposto abertamente para que a cidade compreendesse o que estava em jogo.

“Aqui está o resultado da arrogância de quem pensa que Mercês tem preço. Mas Mercês não tem preço, tem povo, tem limites. E hoje quem passou esses limites vai enfrentar aqui quem nunca pensou em enfrentar: a exposição completa da verdade, à luz da lei, diante de toda a cidade”, declarou.

Fonte: Jornal Estado de Minas

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