Depois de três décadas, Oswaldir & Carlos Magrão anunciam fim da parceria

Um anúncio nas páginas pessoais do Facebook de Oswaldir & Carlos Magrão, no começo de agosto, surpreendeu os fãs ao anunciar a separação da dupla após 32 anos de sucesso. Os nativistas, que apresentaram para as novas gerações uma das maiores músicas da história do cancioneiro gaúcho, Querência Amada, nos anos 1990, seguem seus caminhos a partir do começo de outubro.

NOTA
Olá, amigos e amigas, queridos fãs. Hoje venho para anunciar que estarei deixando de fazer parte da dupla “Oswaldir e Carlos Magrão”. A partir de outubro de 2017, seguirei carreira solo. Um novo rumo, um novo caminho. Novos desafios, mas não menos sonhos.

Olhar para frente é também ser grato a tudo que me trouxe até aqui. Por 32 anos, ao lado do parceiro Oswaldir, formamos uma das duplas mais respeitáveis do Rio Grande do Sul. Agradeço a Deus por tê-lo colocado em meu caminho, que muito me ajudou no começo de tudo. Sua família foi minha também e a oportunidade que recebi fez de mim o que sou hoje.

Nos unimos em 1985, em Passo Fundo, no bar “Recanto Nativo”. De lá para cá, tantas pessoas nos completaram. Assim, também agradeço aos músicos e à equipe técnica que, junto conosco, escreveram esta história de sucesso.

Aos milhares de fãs espalhados pelo Brasil, nenhuma palavra é tão grandiosa para expressar o tamanho da minha gratidão. Os fãs nos colocaram no “palco” mais bonito: naquele que pudemos tocar e cantar, para cada um, a sua canção preferida. Os momentos vivenciados junto aos fãs são marcas que jamais serão apagadas.
Meu muito obrigado também aos profissionais radialistas. Não deixarei morrer dentro de mim o dom e a alegria de seguir cantando as lindas músicas gaúcha e popular brasileira. Também a música cristã, que há alguns anos faz parte do meu repertório.

Espero contar com o carinho e a compreensão dos amigos e fãs, que sempre nos acompanharam neste tempo. Desejo dar, como sempre dei, o melhor de mim para o desenvolvimento da música e da cultura brasileira, sem fronteiras para a arte feita com a alma.

As pedras do caminho viram montanhas, quando perdemos a capacidade de sonhar (Augusto Cury).
Abraços. Deus abençoe a todos.

Outra nota.

Olá amigos e fãs, chegou a hora de anunciar oficialmente o fim da Dupla Oswaldir e Carlos Magrão. Nossos caminhos se cruzaram diante de um ideal em comum, levar o nome e a música do Rio Grande do Sul para todo o Brasil. E assim foi, durante 32 anos conseguimos viver esse sonho, e com isso me senti realizado por fazer o que sempre amei. Mas a vida nos impõe desafios e nem tudo sai como planejamos. O Magrão decidiu seguir careira solo e só resta a mim apoiá-lo.

Seria impossível não agradecer ao Carlos Magrão...Um artista ímpar, com sua voz incomparável e o incrível talento para compor belas canções. Também agradecer aos músicos e equipe técnica que nos ajudaram a escrever essa história, aos amigos que fizemos ao longo dessa jornada, a toda mídia escrita e falada e principalmente aos fãs que sempre estiveram conosco durante essa trajetória. Juntos fomos mais longe do que imaginávamos e sou muito grato por tudo que vivemos juntos.

E ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, a amizade continua. O Magrão fez e sempre fará parte da minha família. E até o final de setembro vamos continuar juntos e cumprindo nossa agenda de shows normalmente.

A partir de outubro vou seguir um novo projeto na música gaúcha, ao lado dos amigos do Grupo Quinteto Nativo: Seremos Oswaldir e Quinteto Nativo, e em breve teremos novidades por aí...

É o fim de uma grande história,onde vivemos momentos inesquecíveis e vamos lembrar para sempre.Mas será a oportunidade de escrever um novo caminho, cheio de desafios e surpresas.
Contamos com o apoio e compreensão de todos os nossos fãs e amigos. Obrigado e que Deus nos abençoe, um forte abraço, Oswaldir!

Mais do que a simples separação de uma dupla, algo relativamente comum no meio musical, a notícia representa o fim de um casamento de sucesso de dois dos grandes intérpretes da música gaúcha, que casavam com maestria estilos diferentes no palco. Retratos da Fama relembra a trajetória de sucesso dos músicos, projeta o futuro e, acima de tudo, deseja boa sorte a eles!

Cada um para seu lado

No dia 29 de setembro, Passo Fundo, cidade que viu a dupla nascer, em 1985, testemunhará o último show dos amigos, que seguirão caminhos distintos. A partir de 1º de outubro, separados, Oswaldir, 65 anos, e Carlos Magrão, 57, tomam caminhos diferentes. Oswaldir fechou parceria com o grupo Quinteto Nativo e segue na estrada gaudéria.


Já Magrão também segue na música gaúcha, mas terá, em paralelo, um projeto gospel. A reunião derradeira, que definiu o fim da dupla, aconteceu há cerca de um ano, também em Passo Fundo.

— Disse que eu pretendia seguir carreira solo, que já tinha uma vontade, e ele sabia disso há algum tempo. A reação, mesmo já sabendo, foi de surpresa, claro. Acho que, na verdade, os dois perdem com isso. Mas não tinha mais como. Estou morando em Itajaí (Santa Catarina) — afirma Magrão, que atribui ao fato de morar longe do parceiro um dos motivos para a separação:

— Já deixei de fechar alguns negócios aqui por conta da dupla, por essa distância.
Mesmo assim, ele garante que a amizade com o parceiro é eterna.

— Foi um casamento, né? Tivemos divergências, mas sempre resolvemos tudo em conversa. Somos compadres, tenho muito carinho pela família do Oswaldir, eles são muito verdadeiros. Me ajudaram demais desde o começo da carreira — reconhece.

Nova fase

Conformado, Oswaldir completa:

— O Magrão decidiu seguir careira solo e só resta a mim apoiá-lo.

Oswaldir já tem shows previstos na nova fase, a partir de outubro. Já Magrão tem apresentações do projeto gospel previstas para o mesmo mês, em Cruz Alta, em Panambi e no Paraguai. Seu primeiro disco solo da fase nativista também deve sair até o fim do ano.Aos fãs, um alento: em seus shows solo, os músicos seguirão tocando hits como Querência Amada.

— Não tem como deixar de fora — afirma Magrão.

Um dos grandes parceiros e amigos na música da dupla é Sérgio Reis. No princípio da carreira, Oswaldir & Carlos Magrão começaram a chamar atenção em São Paulo abrindo shows do sertanejo. Em um dos encontros, Serjão, como é conhecido no meio, perguntou se eles não se interessavam em tentar emplacar uma canção em um dos grandes festivais da época, o Rimula Schell, em São Paulo. Ali surgia Tetinha, primeiro hit dos gaúchos, que eles tocaram no festival.

Em entrevista ao Diário Gaúcho, em 2015, Sérgio deu a ideia da dimensão de Oswaldir e Carlos Magrão em sua vida:

— Quando eu era pequeno, ouvia Tonico & Tinoco. Mas, depois de conhecer Oswaldir & Carlos Magrão, a minha vida virou uma gauchesca só (risos)!

Em 2011, em um encontro emocionante, na Festa Nacional da Música, em Canela, Sérgio foi um dos homenageados, ao lado de Renato Teixeira. No palco, os amigos gaúchos cantaram para ele Querência Amada. No ano seguinte, estiveram, novamente, no palco da festa.

Alguns dos principais momentos da dupla

— Em 1985, Carlos Eugênio Knob, recém-chegado em Passo Fundo, da cidade de Campo Novo, queria estudar na UPF, mas também estava atraído pelo movimento de roqueiros que rolava na cidade. Enquanto isso, Osvaldir Didoné Souto, que nasceu em Getúlio Vargas e foi morar ainda pequeno em Passo Fundo, já tinha experiência em grupos de baile, como Os Invencíveis.



Carlos Magrão.
CLIC RBS SC
A.M

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